Sessão nas trilhas da Serra da Canastra em Minas Gerais

Serra da Canastra em Minas Gerais

O blog Coletivo tá longe de ser um canal com dicas de trips e viagens, mas a ideia é compartilhar um pouco das nossas atividades nesse espaço pra gastar energia e pra equilibrar um pouco as coisas. Uma missão que gostaríamos de citar são as visitas recentes que fizemos na Serra da Canastra em MG. Localizada no sudoeste de Minas ao lado de Franca, SP de onde saímos pra ir até lá.

Area preservada

A Serra da Canastra é um conjunto de áreas preservadas que somadas formam um parque Nacional. Esse parque possui quatro portões, que podem ser acessados de algumas cidades. As cidades indicadas são: São Roque de Minas e Vargem Bonita. Sendo que São Roque se popularizou com o aumento do turismo, isso mudou a economia da cidade e por conta disso você sabe com o é, ficou mais caro pra comer e dormir. A opção mais interessante é ficar ou comer em Vargem Bonita. Uma cidade ainda menor e mais tranquila. O acesso ao parque é pago, uma taxa de 15R$. Vale a pena. Tem estacionamento, quiosques, banheiros, trilhas, cachoeiras e muita natureza.

Rotas Alternativas

Pra que não tiver interesse em conhecer o parque, várias atrações podem ser acessadas pelas estradas e trilhas nas laterais das rodovias. O que permite explorar os espaços de carro, bicicleta ou a pé. Recomendamos um GPS [satélite], porque internet você pode esquecer.  Isso evita role desnecessário e perda de tempo. Uma vez que você sai do asfalto e avança por terra o Google Maps se torna mais viável que o Waze por exemplo. Esse talvez seja um item que não pode faltar. Uma faca também ajuda muito nessas empreitadas no meio do mato.

O que fazer em 1 dia?

Se for pra indicar um passeio ou uma única missão de um dia na Canastra, com certeza um bom plano envolve entrar no parque de carro pela parte alta, acessando por São Roque. Explorando uma estrada onde é possível avistar Lobos e Tamanduás. Por @renatogpedro

Na parte de cima da canastra, que claro é alta, existe outra vegetação, de cerrado, e não mais resquícios de mata atlântica. É nesse ponto alto que existe a nascente do Rio São Francisco, que nasce de um charco bem no topo do paredão do parque. É impressionante o volume de água que brota dali, formando uma queda gigante de 3 cachoeiras. Na parte alta é possível entrar na água e aproveitas as bacias do rio pra nadar. Nas quedas, sem chance de chegar perto. Depois da estrada e da nascente, a ideia é descer pelo paredão em zigue zag até a parte baixa, umas duas horas de caminhada mediana. No pé da primeira queda d’água do velho Chico – como é chamada pelos locais.

Fazendo um vento

O lugar assusta pelo poder natural das coisas. A força gerada pela queda livre de muito volume de água nos seus 186 metros produz um vento forte, é de deixar qualquer pessoa em choque. Com um pouco de coragem e habilidade, da pra descer pelas pedras e nadar no grande e profundo lago que se forma. Onde não aconselhamos chegar próximo da cachoeira.

Nesses trajetos é possível circular de bicicleta, moto e carro 4×4. Tranquilo. Mas cuidado com as estradas de asfalto.